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Aos 19 anos de História, tenha certeza, nenhum outro Estado atingiu o mesmo nível de desenvolvimento que o Tocantins. Antes, o então norte goiano era conhecido pela carência de infra-estrutura e baixo desenvolvimento social e econômico. Hoje a realidade é outra e o Estado começa a ser chamado de “a nova fronteira de desenvolvimento do Brasil”.
É no Centro do Estado, em Palmas, que são tomadas as decisões que irradiam ao interior, levando desenvolvimento. É na região metropolitana e em seus arredores que estão os exemplos mais nítidos desta transformação por que passa o Tocantins.
Há poucos anos foi a soja que deu um novo impulso à economia do Estado. O grão amarelado se semeou, em todas as regiões, e fez as exportações do Estado se multiplicarem (crescendo mais de 400% em quatro anos). Em Buritirana, distrito de Palmas, a soja consolidou uma nova alternativa econômica. Há menos de três anos, o Estado fez uma nova aposta: o biodiesel, o líquido dourado destes novos tempos, tempos globais de preocupação com combustíveis de fontes renováveis e de menor impacto poluente. No Tocantins, tempos também de industrializar, de agregar valor à produção agrícola e de gerar mais empregos, na zona rural e nas cidades. Novamente, é da região Central que partem os exemplos.
Em Porto Nacional, foi inaugurada, em maio, uma das maiores usinas de biodiesel do país, a Brasil Ecodiesel. Para abastecê-la, 3 mil famílias já estão plantando mamona, tendo garantida a compra de sua produção. Em Paraíso do Tocantins, a 63 km de Palmas, seguem aceleradas as obras de construção da primeira usina da Biotins Energia, que irá gerar biodiesel a partir do pinhão-manso, da palma e do sebo animal. Um desenvolvimento que não fica só em Palmas, no Centro. O mesmo grupo já programa a instalação de outras usinas em Araguaína, no Norte; e Alvorada, no Sul, totalizando R$ 160 milhões em investimentos.
É também na região Central que o Tocantins se mostra não apenas um produtor de biocombustíveis, mas também de conhecimento na área. No campus da UFT - Universidade Federal do Tocantins, em Palmas, há 10 anos são realizados estudos inéditos para a produção de etanol da batata-doce - uma alternativa para o Brasil, por integrar vantagens econômicas, sociais e ambientais, superiores à cana-de-açúcar, que já foi a vedete nacional dos biocombustíveis na época do PróAlcool. Com o etanol da batata-doce, o Tocantins deverá ganhar mais quatro usinas, em Porto Nacional, Araguaína, Palmas e Pium, estas duas últimas voltadas a agricultores assentados. “A batata-doce é uma alternativa para a agricultura familiar, setor que a cana-de-açúcar não conseguiu alcançar”, disse o pesquisador Marcio da Silveira, da UFT.
Social
Não é apenas nos combustíveis que o Centro do Estado serve de exemplo. Na região, estão muitos dos 33 mil km de ampliação da rede de energia elétrica, que melhoraram a qualidade de vida de quase 21 mil famílias tocantinenses nos últimos anos. Estão algumas das 137 empresas beneficiadas com o programa de incentivo fiscal Proindústria, o que possibilitou R$ 356 milhões em investimentos e a geração de mais de 7 mil empregos.
Estão na região Central, também, muitas das 28 mil casas populares construídas (e em construção) pelos governos federal, estadual e pelas prefeituras, em menos de cinco anos. Hoje, a família do guarda noturno Joaquim Mota, de Miranorte, é uma das milhares que conheceu o conforto da casa própria. “A vida agora está mais tranqüila, sossegada, você dorme melhor. Antes, eu vivia preocupado”, disse ele.
Estão pontes grandiosas, como a de Pedro Afonso, ou outras menores, ligando mercados consumidores e pessoas. Estão também alguns dos 1,5 mil km de trechos rodoviários pavimentados em cinco anos.
É uma evolução que reflete, diretamente, na geração de empregos. Segundo pesquisa do NGPI – Núcleo de Gestão Pública Inovadora da UFT, em um ano, de agosto de 2006 a agosto de 2007, a taxa de desemprego em Palmas caiu de 18% para 11,6%. São números, indicadores de que, aos 19 anos, a qualidade de vida no Tocantins está em crescimento.
(Texto: Flávio Herculano / Foto: Fred Borges)



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